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terça-feira, 8 de março de 2016


Árbitra potiguar lamenta a grande dificuldade de sua profissão: ‘o preconceito’.

Gilvânia Dantas concilia atividades de mãe de duas filhas com a de árbitra de futebol. Mulher ainda é professora de uma creche na Grande Natal




Gilvânia, no canto esquerdo, ganha destaque na arbitragem (Foto: Cedida)
As mulheres se envolveram tanto no futebol que hoje várias partidas não aconteceriam sem a presença delas. De forma gradativa, elas estão deixando as arquibancadas para trabalharem no gramado. Seja como atleta ou mesmo como árbitra, no caso da potiguar Gilvânia Dantas, de 38 anos.
Na verdade, Gilvânia é mais uma mulher brasileira que precisa conciliar as atividades de uma mãe para com seus filhos com a profissão. Mas no caso dela a conciliação é dupla. Ela além de árbitra é professora em uma creche e, diariamente, precisa conviver com o mundo terno das crianças e com o universo competitivo do futebol.
A correria diária, mesmo assim, não é a principal dificuldade da mãe, professora e árbitra. O grande obstáculo está justamente no esporte e é decorrência de um paradigma machista, que ainda não acabou. “A grande dificuldade ainda é o preconceito. Muitos ainda não aceitam a presença da mulher no esporte”, comenta.
Mas de onde vem esse pensamento preconceituoso? “Alguns ainda pensam que não temos responsabilidade de ter o mesmo posicionamento do homem, pensam que somos inferiores”, cita a árbitra que integra o quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Mãe coruja

Gilvânia é professora em creche na Grande Natal (Foto: Cedida)
O contato com a reportagem já estava no fim quando Gilvânia Dantas não deixou que um detalhe passasse batido: “Esqueci de dizer. Sou mãe de duas meninas. Meus amores”. A mamãe da Júlia e da Jhennyfer é amada por outras várias crianças, alunos da professora que trabalha na creche que fica na cidade de Macaíba, na Grande Natal.
As crianças aprovam a presença de uma árbitra como professora. “Elas falam para todo mundo ‘minha tia é árbitra’ e isso é muito bom”, relata. Gilvânia garante que daquele ambiente tão diferente dos gramados nasce a força e determinação para o seu trabalho no esporte.  “Por incrível que pareça eu me inspiro muito nas minhas crianças. Elas me incentivam”.
Paixão pelo esporte
“Amo tanto o esporte, sabe?”, indaga Gilvânia. Ela conta que era atleta, jogava futebol no União, clube que se dedica ao futebol feminino no estado, quando decidiu entrar no curso de árbitros da Federação Norte-rio-grandense de Futebol.
Em 2005, após um ano de curso, a mulher que foi destaque como aluna foi selecionada para estrear em um clássico. “Foi um América e Alecrim”, recorda. Hoje, integrando o quadro da CBF, Gilvânia se diz feliz pelo status alcançado: “estou satisfeita com este patamar que cheguei”.
Com pensamento no coletivo e no crescimento de toda uma classe, Gilvânia Dantas cita que já não pensa mais em chegar na Federação Internacional de Futebol, sonho para muitos árbitros. “Não almejo mais chegar na Fifa”, declara a árbitra para em seguida revelar seu desejo: “peço a Deus todo dia para que novas mulheres venham para a profissão”.
FONTE: PORTAL NO AR.COM

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