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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Centenário do ABC: um ano de sete pecados até a queda para a Série C.

Temporada iniciada com projeto de títulos e acesso a Série A se encaminha para fim com desfile de pecados capitais.



Queda para a Série C do Brasileiro, há algumas rodadas, mais parecia uma contagem regressiva (Foto: Wellington Rocha/PortalNoAr)
Queda para a Série C do Brasileiro, há algumas rodadas, mais parecia uma contagem regressiva (Foto: Wellington Rocha/PortalNoAr)
O ano do centenário não poderia ser pior para o ABC. Uma temporada iniciada com o projeto de títulos e um acesso a Série A do Campeonato Brasileiro e que se encaminha para o fim com uma campanha resumida à conquista do segundo turno do Campeonato Potiguar, eliminação  sem resistência na Copa do Brasil e o rebaixamento antecipado para  a  terceira divisão do futebol nacional. Um desfile de pecados capitais protagonizados ao longo do ano.
O papa Gregório Magno, quando listou os sete pecados, parecia criar, ainda que de forma despretensiosa, um guia para evitar a penitência prevista ao ABC para o ano de 2016, quando o time voltará a disputar a Série C do futebol brasileiro, sem cotas de TV, elencos ainda mais humildes e com a paixão do torcedor abalada pelos crimes cometidos em meio ao calendário futebolístico de 2015.
A queda para a Série C do Brasileiro, há algumas rodadas, mais parecia uma contagem regressiva. Trocas sucessivas de treinador, contratações questionadas, disputa interna entre dirigentes e jogadores, descrença do torcedor, enfim, um ano para ser esquecido pelos alvinegros. A trajetória na temporada terá suas cenas finais definidas em três rodadas que encerrarão o calvário alvinegro em 2015 com um final já conhecido por todos.
Para se ter uma ideia do que o torcedor encarou, apenas na Segundona, basta ter conhecimento do aproveitamento da equipe até a 35ª rodada, na qual o rendimento não passou de 27,6%. Na disputa nacional, o time venceu apenas cinco dos 35 jogos que disputou até aqui – 16 derrotas e 14 empates fecham a conta negativa do ABC.
Faltou coragem ao Alvinegro (Foto: Wellington Rocha/PortalNoAr)
Faltou coragem ao Alvinegro (Foto: Wellington Rocha/PortalNoAr)
Como mandante, o clube que já foi conhecido pelo “caldeirão” em que batia os adversários sem pena, desta vez, serviu como cenário da épica tragédia abecedista: nove empates, sete derrotas e apenas uma vitória.  Os números negativos apenas reforçam o argumento da sucessão de erros cometidos ao longo da temporada. Dono de um saldo de gols negativo de 22, o time alvinegro sofreu 59 gols e marcou apenas 37.
Do pecado da ira – na troca de farpas entre dirigentes e ex-dirigentes – até a gula por substituir treinadores como troca de chuteiras, oportalnoar.com apresenta os sete pecados capitais cometidos pelo ABC em 2015:
Confira os sete pecados capitais do ABC:
Gula: um treinador a cada dois meses. Esse foi o número conquistado pelo clube ao longo da temporada depois de ter, no comando da equipe, seis treinadores (Roberto Fonseca, Josué Teixeira, Gilmar Dal Pozzo, Toninho Cecílio, Hélio dos Anjos e Sérgio China), sem levar em conta o auxiliar técnico Ademir Fesan que por diversas oportunidades ocupou a função. Além disso, há ainda as idas e vindas de atletas, com 41 contratações ao longo do ano, sem contar com os seis promovidos da base e os 13 remanescentes da temporada 2014.
Inveja: de um lado ou de outro das linhas abecedistas, a inveja também foi uma das protagonistas ao longo da temporada. Em meio à campanha que levou o time à tímida conquista do segundo turno do Estadual com uma invencibilidade surpreendente, a inveja passou a reinar naqueles que queriam assistir a queda da atual administração. Para quem acredita em “olho gordo”, ele parece ter surtido efeito – associado ao castelo de cartas abecedista montado sobre resultados de apresentações em campo que não convenciam. Bastaram os resultados começarem a desandar que o pecado seguinte foi despertado: a cobiça.
Cobiça (Avareza): a cobiça é um dos pecados recorrentes no Alvinegro e se reflete em um episódio recente do clube. Antes mesmo de ter seu rebaixamento decretado, o clube negociou aquele que seria o último duelo em solo potiguar para atuar em Brasília, longe do seu torcedor, mas não distante da vergonha da campanha protagonizada este ano.
Ira: a falta de resultados tragou o que há de bom na paixão do torcedor. O ponto alto foi o ataque promovido contra veículos de alguns jogadores na derrota pela Série B, ainda no primeiro turno, quando o time perdeu por 1 a 0 para o Ceará. Dentre os carros atacados, estava o do atacante Kayke, artilheiro do time na temporada e um dos goleadores do país até então. O apoio, com os maus resultados, desapareceu e o que ecoava no Frasqueirão eram as vaias, críticas e a insatisfação.
Falta de resultados tragou o que há de bom na paixão do torcedor (Foto: Wellington Rocha/PortalNoAr)
Falta de resultados tragou o que há de bom na paixão do torcedor (Foto: Wellington Rocha/PortalNoAr)
Preguiça: faltou coragem ao Alvinegro. Cinco vitórias em 35 jogos é a prova de que faltou vontade em desenhar um destino diferente em campo e fora dele. Sequer as vitórias em campo que pareciam definidas eram suficientes para dar ânimo ao time que parecia marcar seus gols por acaso, não pela obstinação. Na 21ª rodada, por exemplo, o time vencia por 2 a 0 até aos 42 minutos do segundo tempo quando sofreu um gol. Quatro minutos depois, nos acréscimos, sofreu o empate. Neste caso, a preguiça em fazer diferente se mostrava um sintoma de outro pecado: a soberba.
Soberba: erros nas contratações, nas demissões, na escolha de treinadores e até mesmo na hora de escolher mudar. A soberba dominou a maior parte das decisões da gestão alvinegra que encontrou respaldo nos resultados em campo até determinado momento. A perda do título estadual e a má campanha na Segundona, contudo, não foram suficientes para trazer humildade aos dirigentes na hora de reconhecer que as decisões estiveram longe de serem as melhores.
Luxúria: um calendário de festa. Assim foi anunciado o ano de 2015 para o ABC. Shows, jogos comemorativos, monumento em forma de elefante e a promessa de uma festa sem fim com conquistas que sequer haviam se concretizado. Não houve show, a música desafinou e o que restou foi a decepção de uma promessa de glórias que não se cumpriu.
FONTE: PORTAL NO AR.COM.

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